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Quanto custa manter um site por ano: a conta em três cenários e o preço de esquecer o domínio

Domínio, hospedagem, certificado, plugins e e-mail: a conta anual de um site em três cenários, com preços oficiais, e o que acontece quando ninguém paga.

De 17 sites fora do ar numa avenida de São José, 9 tinham o domínio vencido

O site ficou pronto, a nota foi paga e ninguém mais falou de dinheiro. Um ano depois chega um boleto de R$ 40 num e-mail que ninguém abre. Às vezes é a hospedagem, que renova por mais do triplo do valor da contratação.

Manter um site custa pouco na maioria dos casos. O problema é que quase nunca alguém faz essa conta no dia da entrega, e ela depende muito de como o site foi construído.

Os preços abaixo são os oficiais de cada empresa, conferidos em 4 de outubro de 2026. Eles mudam, e as promoções mais ainda. Use como ordem de grandeza e confira no link antes de contratar.

Os itens da conta

O domínio é o endereço. Um .com.br custa R$ 40 por ano no Registro.br, e quem paga dez anos de uma vez gasta R$ 364. É o único item sem versão gratuita e o que mais derruba site, como se vê adiante.

A hospedagem é o computador, ligado dia e noite, onde o site fica guardado. Aqui está a maior diferença entre os cenários e também a maior pegadinha, porque o preço de vitrine quase sempre vale só para o primeiro contrato.

O certificado de segurança é o que faz aparecer o cadeado ao lado do endereço. Já foi item pago. Hoje a Let's Encrypt, mantida por uma entidade sem fins lucrativos, emite certificados com custo zero, e hospedagens como a Hostinger anunciam o certificado incluído no plano. Se alguém cobra o cadeado à parte num site comum, pergunte o motivo.

Licença e manutenção só existem em alguns cenários. O e-mail profissional usa o mesmo domínio, mas não faz parte do site, e está numa conta separada mais abaixo.

A conta em três cenários

O primeiro cenário é o construtor com mensalidade. Usamos o plano Essencial do Wix, de R$ 32 por mês na assinatura anual, sem impostos. O domínio é gratuito no primeiro ano e depois é cobrado; para a conta, vale o preço do Registro.br.

O segundo é o WordPress em hospedagem compartilhada. O WordPress é software livre e não custa nada, mas precisa de hospedagem. Usamos o plano Premium da Hostinger: R$ 10,99 por mês para quem paga 48 meses adiantado (R$ 527,52) e, segundo a própria página, R$ 38,99 por mês na renovação. A conta abaixo usa o valor de renovação. Muitos sites em WordPress dependem ainda de um construtor de páginas pago. O Elementor Pro, por exemplo, parte de R$ 336 por ano.

O terceiro é o site estático feito do zero: páginas prontas, sem banco de dados e sem painel. A gente vende site feito por encomenda, então leia esta coluna sabendo disso. Ele cabe na hospedagem mais simples, como o plano Single da Hostinger (R$ 23,99 por mês na renovação), ou em serviços com plano gratuito, como o Cloudflare Pages, que no plano Free limita a 500 publicações por mês e 20 mil arquivos por site, mais do que um site de pequena empresa usa.

Por anoConstrutorWordPressEstático
Domínio .com.brR$ 40R$ 40R$ 40
Plano ou hospedagemR$ 384R$ 468R$ 0 a R$ 288
CertificadoR$ 0R$ 0R$ 0
Plugin ou tema pagonão temR$ 0 a R$ 336não tem
Total sem mão de obraR$ 424R$ 508 a R$ 844R$ 40 a R$ 328

O que a tabela não mostra

O total da última linha considera que ninguém é pago para cuidar do site. Em dois dos três cenários isso tem consequência.

No WordPress, alguém precisa atualizar

Um site em WordPress é feito do programa principal, de um tema e de vários plugins, que são os complementos de formulário, galeria, botão de WhatsApp. Cada peça recebe atualização de segurança, e alguém precisa aplicar e conferir se o site continua de pé depois.

Dá para dimensionar o risco. O relatório da Patchstack sobre a segurança do WordPress contou 11.334 falhas novas em 2025: 91% em plugins, 9% em temas e só 6 falhas no programa principal. O que envelhece mal são as peças instaladas em volta.

Você pode fazer isso sozinho, se tiver a senha e alguma paciência. Se terceirizar, a HostGator estima de R$ 50 a R$ 300 por mês por backup e atualizações técnicas, o que dá de R$ 600 a R$ 3.600 por ano e passa a ser a maior linha da conta. É uma estimativa de mercado feita por uma empresa de hospedagem, sem pesquisa por trás.

No nosso teste de 115 sites de uma avenida de São José, 32 dos 89 sites que abriram eram WordPress. É uma boa ferramenta, desde que alguém cuide dela.

No estático, a alteração depende de alguém

O site estático quase não tem o que atualizar, e por isso a manutenção é perto de zero. A contrapartida é que não tem painel. Trocar um preço ou uma foto exige quem saiba mexer no código, e isso normalmente é cobrado por alteração ou por pacote. Para um site que muda três vezes por ano, compensa. Para um cardápio que muda toda semana, o construtor, em que você mesmo edita, sai mais barato no fim.

No construtor, o site fica onde está

A mensalidade do construtor já inclui hospedagem, certificado e atualização, e essa é a conta mais previsível das três. O custo escondido é a saída. O site montado ali não se muda para outra hospedagem. Se um dia o preço subir, você paga ou refaz.

E o e-mail?

Uma caixa no Google Workspace, no plano Starter, custa R$ 40,90 por usuário por mês, sem impostos, o que dá R$ 490,80 por ano. É mais do que o site inteiro no cenário do construtor. Há alternativas enxutas: o e-mail da Hostinger é anunciado a R$ 2,49 por caixa por mês no contrato de 48 meses, com renovação a R$ 5,99. Alguns planos de hospedagem trazem caixas incluídas, às vezes só no primeiro ano.

Três caixas no Google passam de R$ 1.470 por ano. Vale decidir quem realmente precisa de uma.

O custo de não manter

No teste dos 115 sites, 17 não abriam. Em 9 deles o domínio simplesmente não existia mais. Uma cobrança de R$ 40 que não foi paga tirou do ar o site, os e-mails ligados a ele e os links espalhados em perfil do Google, cartão de visita e sacola.

O Registro.br explica o que acontece: o aviso de cobrança vai por e-mail para os contatos do domínio 30 dias antes do vencimento e, sem pagamento, o domínio é congelado e, depois de um período, liberado para qualquer pessoa registrar. Não chega boleto pelo correio.

Quando o domínio está no nome de outra pessoa, recuperar fica mais difícil. Acompanhamos um caso assim em 2026. O .com.br de um cliente estava registrado no CNPJ do dono anterior da empresa e venceu em julho. Para reaver, foi preciso o formulário de transferência de titularidade do Registro.br, assinado digitalmente pelo titular antigo com a conta gov.br de nível prata ou ouro e enviado com os documentos dos dois lados. Assinatura à mão digitalizada não é aceita. Funciona se o antigo dono ainda atende o telefone.

Dez minutos por ano

  1. Entre em registro.br e pesquise o seu domínio. Confira se está no CPF ou CNPJ de quem manda na empresa hoje e anote o vencimento.
  2. Troque o e-mail de contato do domínio por um que alguém lê.
  3. Se puder, pague vários anos de uma vez. Dez anos custam R$ 364.
  4. Descubra onde o site está hospedado, em nome de quem, e qual é o valor de renovação, não o da promoção.
  5. Se for WordPress, pergunte quem atualiza e quando foi a última vez.
  6. Ponha os vencimentos na agenda do celular, com aviso um mês antes.

Quando nem vale manter

Site que ninguém atualiza há anos, com telefone antigo e sem botão de WhatsApp, pode estar atrapalhando. Nesse caso, pagar hospedagem para mantê-lo no ar é o gasto errado. O que não se abandona é o domínio. Mantenha os R$ 40 por ano mesmo com o site desligado, e aponte o endereço para o perfil da empresa no Google ou para o WhatsApp enquanto decide o que fazer. Quando chegar a hora de refazer, as faixas de preço estão em quanto custa um site para pequena empresa.

Escrito porBruno Gomes

Fundador da EmpresaNaWeb. Desenvolve software desde 2009 e atende cada cliente pessoalmente, do orçamento à entrega.

Sabe quando vence o seu domínio?

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