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Quanto custa um site para pequena empresa: o que entra no preço e como comparar dois orçamentos

De R$ 15 por mês num construtor a R$ 12 mil numa agência. De onde vem a diferença, o que se paga todo ano e como comparar duas propostas item por item.

Dois orçamentos de site lado a lado, com valores muito diferentes para o mesmo pedido

Quem pede três orçamentos de site costuma receber três números que não parecem falar da mesma coisa. Um de R$ 600, um de R$ 3.500 e um de R$ 9.000, os três com a mesma descrição: “site institucional”.

Os três podem estar corretos. O que muda é o que vem dentro de cada um, e isso raramente está escrito na proposta.

A gente faz site e não publica tabela, porque o valor depende do que entra no projeto. Por isso os números deste texto são de terceiros, com o link de onde saíram, conferidos em 4 de outubro de 2026. Preço de plataforma muda sem aviso, então confira de novo antes de decidir.

As faixas que dá para conferir

Há três caminhos para ter um site, e cada um cobra de um jeito.

No primeiro você mesmo monta, num construtor do tipo arrasta e solta, e paga mensalidade enquanto o site existir. Na página de preços do Wix, os planos vão de R$ 15 por mês (Inicial) a R$ 44 (Completo), passando pelo Essencial de R$ 32, que é o primeiro a aceitar pagamento online. São valores de assinatura anual, paga de uma vez, e sem os impostos. O criador de sites da Hostinger anuncia R$ 10,99 por mês, mas esse preço vale para quem paga 48 meses adiantado (R$ 527,52), e a renovação informada na mesma página é de R$ 38,99 por mês.

No segundo e no terceiro, alguém faz para você. Aqui não existe preço oficial. A referência pública mais detalhada que encontramos é uma tabela da HostGator, atualizada em 25 de setembro de 2026 e montada, segundo a própria empresa, “com base em orçamentos médios praticados no mercado”. A HostGator vende hospedagem e construtor, então leia como estimativa de quem conhece o mercado, e não como pesquisa.

CaminhoPara colocar no arDepois
Construtor, você monta (Wix)R$ 0R$ 180 a R$ 528 por ano
Freelancer, site institucionalR$ 1.000 a R$ 2.500domínio e hospedagem
Agência, site institucionalR$ 2.500 a R$ 5.000domínio e hospedagem
Freelancer, loja virtualR$ 3.000 a R$ 6.000o mesmo, mais taxas de venda
Agência, loja virtualR$ 6.000 a R$ 12.000o mesmo, mais taxas de venda

A primeira linha parece imbatível, e para muita gente é. Só que ela não tem fim. Cinco anos de Wix Essencial somam R$ 1.920 antes dos impostos, sem contar as horas que você passou montando e ajustando. O site encomendado custa mais no começo e, se for bem entregue, quase nada depois.

O que faz o preço subir

Páginas diferentes entre si

O número de páginas pesa menos do que parece. Dez páginas de serviço com o mesmo desenho dão pouco trabalho a mais que três. O que encarece é cada página com estrutura própria: a inicial, uma de catálogo com filtro, uma de unidades com mapa. Quando o orçamento falar em “até 5 páginas”, pergunte quanto custa a sexta.

Loja

É o maior salto, e a tabela acima mostra isso: a loja custa de duas a três vezes o institucional. Vender pela internet exige carrinho, cálculo de entrega, estoque, pagamento e uma tela para o dono cadastrar produto sem depender de ninguém.

Dá para ver a diferença em dois projetos nossos. O site da Superágua, de Florianópolis, tem catálogo, área de entrega e pedido que cai no WhatsApp, e levou 5 dias de trabalho. A loja da Gabriela Corsi, de São José, com filtros por restrição alimentar, montagem de combos, carrinho e painel para gerir cardápio, estoque e pedidos, levou 18.

Loja também tem custo que não é de quem fez o site. Quem recebe pelo Mercado Pago paga, segundo a página do checkout, 0,99% no Pix e 4,98% no cartão de crédito com o dinheiro liberado na hora. Essa taxa sai de cada venda, para sempre.

Integrações, conteúdo e pressa

Ligar o site ao sistema de estoque da loja, à agenda da clínica ou ao emissor de nota é trabalho sob encomenda e quase sempre aparece como linha separada na proposta. Se não aparece, pergunte se está incluído.

Texto e foto são a parte que mais atrasa um site e a que menos entra em orçamento. Alguém precisa escrever o que a empresa faz e fotografar o produto, o espaço, as pessoas. Se a proposta não diz quem, é você. Uma proposta mais cara que inclui redação e uma sessão de fotos pode sair mais em conta do que a barata somada ao fotógrafo contratado por fora.

Prazo curto também custa, porque o profissional precisa empurrar outros clientes para atender o seu. Se há uma data que não pode falhar, como uma inauguração, diga logo na primeira conversa.

O que você vai pagar todo ano

Dois itens existem em qualquer cenário. O domínio, que é o endereço do site, custa R$ 40 por ano para um .com.br, direto no Registro.br. A hospedagem, que é o computador onde o site fica guardado, varia de zero a algumas centenas de reais por ano conforme a tecnologia.

O terceiro item é a mensalidade de quem fez o site, e esse depende do contrato. Pode cobrir hospedagem, alterações de texto, cópia de segurança e suporte, e nesse caso é um serviço. Pode também não cobrir nada além de manter o site no ar. Peça a lista por escrito.

Como comparar duas propostas

Leve as mesmas perguntas aos dois fornecedores e anote as respostas lado a lado.

  1. Quantas páginas estão incluídas e quanto custa cada página a mais?
  2. Quem escreve os textos e quem fornece as fotos?
  3. O domínio vai ser registrado no meu CPF ou CNPJ?
  4. Há mensalidade? O que exatamente ela cobre?
  5. Se eu encerrar o contrato, levo o site comigo ou ele sai do ar?
  6. Em que tecnologia o site é feito, e ela tem licença paga que renova todo ano?
  7. Quantas rodadas de ajuste estão incluídas antes da entrega?
  8. Qual o prazo, e ele depende de quê da minha parte?
  9. Depois de pronto, quem altera um preço ou um horário, e quanto custa?

As perguntas 3 e 5 valem mais que o desconto. No nosso teste de 115 sites de uma avenida de São José, 9 dos 17 que não abriam tinham o mesmo defeito: o domínio deixou de existir. Na maior parte das histórias que a gente conhece, o endereço estava no nome de quem fez o site, e o aviso de vencimento foi para um e-mail que ninguém abria mais.

Barato demais, caro sem explicação

O orçamento muito baixo quase sempre é um modelo pronto com o seu logotipo no lugar do logotipo do exemplo. Isso pode servir. O risco está no resto: domínio no nome do fornecedor, entrada pequena amarrada a uma mensalidade sem prazo para acabar, site que não sai da plataforma dele. Nesse formato você aluga o site, e descobre isso no dia em que tenta trocar de fornecedor.

O orçamento alto tem outro sinal de alerta, que é a linha única: “Desenvolvimento de site”, seguida do valor. Quem cobra R$ 9.000 consegue dizer para onde o dinheiro vai, em páginas, dias de trabalho, fotos, textos e integrações. Peça essa abertura. Se ela não vier, você está comparando um número com outro e nada mais.

Quando não vale encomendar um site

Se o negócio abriu há pouco e você ainda está descobrindo o que vende, monte num construtor. Gasta-se pouco, dá para mudar tudo numa tarde, e daqui a um ano você vai saber o que pedir a um profissional.

Se você gosta de mexer e quer trocar foto e preço toda semana sem falar com ninguém, o construtor também atende melhor do que um site feito por encomenda.

E se o seu cliente chega pelo mapa, antes de qualquer site vem o perfil da empresa no Google, que é gratuito. No mesmo levantamento, 82 das 274 empresas em funcionamento não tinham link nenhum no perfil, e 22 não tinham nem o horário. O passo a passo para arrumar isso está em como aparecer no Google Maps.

Escrito porBruno Gomes

Fundador da EmpresaNaWeb. Desenvolve software desde 2009 e atende cada cliente pessoalmente, do orçamento à entrega.

Está com dois orçamentos na mão?

Manda as propostas, com o valor coberto se preferir. A gente lê e te devolve o que falta perguntar a cada fornecedor antes de fechar. Sem compromisso.

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