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WordPress, Wix ou site feito do zero: o que encontramos em 89 sites de uma avenida

Dos 89 sites que abriram no nosso teste, 32 são WordPress, 12 estão em plataformas de loja e 6 em construtores. Custo, manutenção e quem é dono do quê.

32 dos 89 sites testados em uma avenida de São José são WordPress

“Faço no Wix, pago alguém para fazer em WordPress ou mando fazer do zero?” A pergunta chega quase sempre assim, com as três opções na mesma frase, e quase sempre depois de o dono ter ouvido três respostas diferentes de três pessoas que vendem uma delas.

A gente vende uma das três, então vale desconfiar deste texto também. Para compensar, ele começa pelo que as empresas de uma avenida de verdade escolheram, e diz em que casos a opção que a gente não faz é a melhor.

O que as empresas da avenida usam

No teste dos 115 sites da Avenida Lédio João Martins, em São José, 89 sites distintos abriram. Em cada um, olhamos o código da página para identificar a tecnologia.

Tecnologia dos 89 sites que abriram
  • WordPress32 sites
  • Plataforma de loja virtual12 sites
  • Construtor (Wix e parecidos)6 sites
  • Não identificada39 sites

O grupo “não identificada” mistura site feito à mão, sistemas próprios de redes grandes e ferramentas que não deixam marca no código. Não dá para dizer que são todos feitos do zero.

Um detalhe do grupo do WordPress: em 25 dos 32, a página foi montada com o Elementor, um complemento de arrastar e soltar. Ou seja, boa parte dos sites em WordPress da avenida é, na prática, um construtor instalado dentro do WordPress.

As três opções, lado a lado

CritérioConstrutorWordPressFeito do zero
Custo para começarBaixoMédioMais alto
Custo recorrenteMensalidadeHospedagem e licençasHospedagem
Quem editaVocêVocê, com cuidadoQuem fez
ManutençãoDa plataformaSuaPouca
VelocidadeBoaDepende dos pluginsA melhor
Se parar de pagarSai do arSai do arSai do ar
Levar o site para outro lugarNão dáDáDá
Dono do códigoA plataformaVocêVocê, se combinado

Parar de pagar tira qualquer site do ar. A diferença está na linha de baixo: no WordPress e no site feito do zero você fica com os arquivos e pode publicar de novo em outra hospedagem. Em todas as três, o domínio pode e deve ficar no seu nome.

Construtor: a escolha certa para muita gente

Wix, o criador de sites da Hostinger e semelhantes funcionam como um aluguel. Você escolhe um modelo, troca textos e fotos, publica. Hospedagem, segurança e atualização são problema da plataforma.

O preço varia. No dia em que escrevemos, o criador de sites da Hostinger anunciava R$ 10,99 por mês no plano de entrada, com dois poréns que estão na própria página: esse valor exige pagar 48 meses de uma vez (R$ 527,52) e a renovação passa a R$ 38,99 por mês. No Wix, a página de planos brasileira mostrava de R$ 15 a R$ 44 por mês na assinatura anual, sem impostos. Esses números mudam com frequência; olhe sempre o preço de renovação, e não só o da promoção.

A limitação que pouca gente lê antes de assinar: o site não sai dali. O Wix escreve com todas as letras que o site precisa ficar hospedado nos servidores deles e não pode ser exportado. Se o preço subir ou você quiser mudar, refaz o site em outro lugar. Os textos, as fotos e o domínio continuam seus.

Para quem é a melhor opção: quem precisa de uma página de apresentação com contato, quer mexer no texto sozinho e não quer depender de ninguém. Para um salão, um consultório de um profissional só ou uma loja que vende no balcão, é difícil justificar outra coisa no começo.

WordPress: o programa é gratuito, o resto não

O WordPress é um programa de licença livre, que qualquer hospedagem instala. Você paga a hospedagem, e na Hostinger os planos para WordPress partiam de R$ 5,99 por mês na mesma lógica de 48 meses adiantados, com renovação a R$ 23,99. Some a isso o tema e os plugins pagos que o site usar, cada um com sua licença anual.

A vantagem real é a liberdade. Os arquivos e o banco de dados são seus, dá para trocar de hospedagem e de profissional, e existe plugin para quase tudo: agendamento, loja, formulário, blog.

O custo escondido é a manutenção. A documentação oficial manda manter sempre a última versão e fazer cópia de segurança antes de atualizar. Com dez plugins de dez autores diferentes, alguma atualização uma hora quebra alguma coisa, e alguém precisa estar olhando.

A velocidade também sente. No nosso teste, a mediana do tempo de resposta do servidor foi de 1,8 segundo nos 32 sites em WordPress, contra 0,8 segundo nos outros 57. É uma medição única, de um dia, e hospedagem barata pesa nesse número tanto quanto a ferramenta.

Para quem é a melhor opção: quem vai publicar conteúdo com frequência (blog, notícias, muitas páginas), quem tem alguém que cuide das atualizações, e quem precisa de uma função que já existe pronta em plugin.

Feito do zero: quando o site precisa fazer algo

Feito do zero quer dizer que um programador escreve o site para aquela empresa, sem modelo e sem painel de terceiros no meio. Carrega só o que a página usa, e por isso costuma ser o mais rápido. Não tem plugin para atualizar. O código pode ficar no nome do cliente e rodar em qualquer hospedagem.

Custa mais para começar, e tem um ponto fraco que precisa ser dito: para trocar um texto você depende de quem fez, a menos que o projeto inclua um painel de edição. Se o programador sumir, outro profissional consegue assumir, mas vai cobrar para entender o que encontrou. Antes de fechar, pergunte onde o código vai ficar guardado e se os acessos ficam com você.

Onde essa opção se paga é quando o site tem trabalho a fazer além de apresentar a empresa. No site da Superágua, de Florianópolis, a página mostra o catálogo, confere a área de entrega, informa se a loja está aberta naquele momento e manda o pedido pronto para o WhatsApp. Montar isso em construtor exigiria gambiarra; em WordPress, uma pilha de plugins.

Para quem é a melhor opção: quem precisa de regra própria (pedido, cálculo, área de entrega, integração com um sistema), quem vai investir em anúncio e quer a página mais rápida possível, e quem já teve um site abandonado por falta de manutenção.

E as plataformas de loja?

Doze sites da avenida usam plataforma de loja virtual. Para quem vende produto com estoque, carrinho e frete, elas costumam ser o caminho mais curto, e a comparação de custos é outra conversa, com mensalidade e taxa por venda na conta.

Como decidir em três perguntas

  1. O site só apresenta a empresa ou precisa fazer alguma coisa? Se só apresenta, construtor. Se faz, vá para a próxima.
  2. O que ele precisa fazer já existe pronto? Blog, agendamento simples e formulário existem em WordPress e em vários construtores. Regra que só a sua empresa tem pede site sob medida.
  3. Quem vai cuidar depois? Se a resposta é “ninguém”, descarte o WordPress. Se é “eu mesmo, de vez em quando”, construtor. Se há um profissional de confiança, as três servem.

O que esta comparação não cobre

Os preços são de um dia e de duas empresas; existem dezenas de construtores e hospedagens, com promoções que mudam toda semana. A identificação de tecnologia foi automática e deixou 39 sites sem classificação. E nenhuma das três opções salva um site sem dono: no mesmo teste, a causa mais comum de site fora do ar foi o domínio vencido, que não tem nada a ver com a ferramenta escolhida.

Escrito porBruno Gomes

Fundador da EmpresaNaWeb. Desenvolve software desde 2009 e atende cada cliente pessoalmente, do orçamento à entrega.

Não sabe em que o seu site foi feito?

Manda o endereço. A gente identifica a tecnologia, vê em nome de quem está o domínio e te diz o que você consegue editar sozinho e o que depende de alguém. Sem compromisso.

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